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Goiás

Jorginho admite interferência política no desempenho do time

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O Goiás sofreu mais um vexame neste Campeonato Brasileiro, e o técnico Jorginho admitiu que batalha política travada nos bastidores do clube atrapalha o desempenho do elenco. O treinador tenta proteger os atletas dos problemas dos bastidores, mas admite ser difícil.

"Quase impossível que isso não chegue aos atletas. No mundo globalizado, todo mundo lê tudo. Estamos procurando blindar os atletas e fazê-los entender que é importante ultrapassar este problema e não se envolver na situação política, mas atrapalha para buscar reforços, não dá para fazer planejamento. Estamos recuperando e descansando os atletas para estarem bem na próxima partida, pois podemos sair dessa situação", afirmou, depois da goleada por 5 a 1 sofrida para o Corinthians, neste sábado, no Pacaembu.

Diante da crise no Brasileirão, o presidente Syd de Oliveira foi afastado pelo Conselho Deliberativo do clube na terça-feira, mas conseguiu obter uma liminar para recuperar o cargo. Durante o tempo em que o mandatário esteve fora, o posto foi ocupado por seu rival político e atual presidente do Conselho, Hailé Pinheiro.

Mesmo assim, a situação de Syd de Oliveira ainda é complicada, mas Jorginho confia na recuperação.

"Não podemos desesperar, é hora de mostrar que somos vencedores diante das dificuldades. Temos que levantar a cabeça, porque podemos sair dessa situação. A única coisa que não podemos reverter é a morte. Estamos de pé e vivos", concluiu.

Atacante Felipe não se vê como 'salvador' do Goiás

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Na lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 13 pontos em 18 jogos, o Goiás tem sofrido muito com as críticas dos torcedores. Entretanto, há um jogador que está sendo poupado das reclamações. Trata-se do atacante Felipe, jogador que marcou 13 gols no Brasileirão do ano passado. Apesar da boa relação com o público, o atleta não aceita ser colocado como a solução para os problemas do esmeraldino.

"Não sou nenhum salvador. A torcida sempre pede minha presença quando estou no banco, hoje (quarta-feira, na derrota por 3 a 1 para o Atlético-MG) eu entrei, mas não conseguimos a vitória. Falaram que eu não queria jogar mais pelo clube, mas não é verdade. A torcida tem o direito de vaiar porque não estamos vencendo e quando vencermos ela vai aplaudir", declarou Felipe.

O atacante chegou a ter anunciada a sua saída do Goiás para o futebol árabe, mas acabou permanecendo no esmeraldino, e agora brigará para tentar livrar o clube do rebaixamento.

"Para mim era interessante (a negociação), mas com o Goiás não houve acerto. Como eu estou há muito tempo no clube, já fiz muita coisa para ajudá-lo e estou muito feliz aqui. Tenho certeza que passei muita confiança pra quem me aplaude", concluiu sem modéstia.

Jorginho pede para que o lanterna Goiás não se desespere

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Na última quarta-feira, na estreia do técnico Jorginho, ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira, o Goiás perdeu de virada para o Atlético-MG, por 3 a 1, manteve a incômoda situação de lanterna do Campeonato Brasileiro e completou 11 jogos sem vencer no torneio. Para o novo comandante, os jogadores não podem perder a esperança.

"É uma situação difícil, mas a gente tem que continuar crendo, acreditando até o fim e não podemos nos desesperar de forma nenhuma. Eu confio em todos e falei para eles que não adianta se colocar para baixo", declarou Jorginho, que antes de dirigir o Goiás só havia realizado um trabalho na função, pelo América-RJ.

Mesmo com apenas um jogo no comando do esmeraldino, o treinador sabe que, a partir de agora, toda a responsabilidade pelos resultados será atribuída a ele, e por isso tentará dar a sua 'cara' ao time da forma mais rápida possível.

"Se existe um culpado, a partir deste jogo sou eu, assumo toda a responsabilidade para mim. Os atletas estão dando o seu melhor, lutando e batalhando dentro de campo. A gente vai procurar, na medida do possível, com o tempo que nós temos para treinar, organizar nossa equipe melhor", finalizou.

O próximo jogo do Goiás no Campeonato Brasileiro será no próximo sábado, contra o vice-líder Corinthians, às 18h30 (de Brasília), no estádio do Pacaembu.

Jogadores agradecem apoio do torcedor na vitória contra o Guarani

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Tão logo encerrou a partida no Estádio Olímpico, com a vitória do Grêmio de 1 a 0 sobre o Guarani, os jogadores do clube gaúcho foram até o torcedor, que compareceu em bom número no Olímpico, para agradecer o apoio das mais de 30 mil pessoas que prestigiaram o espetáculo.

A vitória gremista, aliada ao bom resultado do Botafogo frente ao Prudente, tirou o Tricolor da zona de rebaixamento. Autor do único gol do duelo contra o Guarani, Jonas disse que o sufoco contra o seu ex-time não estava planejado:

– Vencer em casa é importante, ainda mais na situação que estamos. Fizemos um bom jogo. Não queríamos tomar este sufoco. Quero agradecer o apoio do torcedor – disse Jonas.

O volante Fábio Rochemback, que é o novo capitão da equipe, foi no mesmo tom do companheiro:

– A gente vinha fazendo boas partidas, mas faltava a vitória. Quero dar os parabéns aos jogadores e também ao nosso torcedor.

O zagueiro Rafael Marques destacou a força do time do Guarani:

– O Brasileirão só tem jogo difícil. Mas saímos da zona de rebaixamento. Agora temos que pensar em somar pontos fora de casa para ainda brigar por alguma coisa lá em cima

Um dos poucos jogadores remanescentes da época que Vagner Mancini, técnico do Guarani, trabalhou no Estádio Olímpico, no início de 2008, Adilson espera que o grupo tenha tranquilidade para continuar o trabalho:

– A gente trabalha com mais confiança. Queríamos isto. Tínhamos planejado. O Mancini arma os times com muita força ofensiva, mas soubemos levar a partida da maneira certa.

Presidente do Goiás é afastado e corre risco de impeachment

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A fase conturbada que o Goiás está vivendo neste ano, que resulta neste momento na lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 13 pontos em 17 jogos, não se reflete apenas dentro de campo. Fora dele, a briga política pelo poder é acirrada, e na noite da última terça-feira o conselho deliberativo do clube decidiu por suspender por 30 dias o presidente Syd de Oliveira de seu cargo. Nesse período, o presidente do conselho, Hailé Pinheiro, assumirá a presidência do esmeraldino.

As razões alegadas para o afastamento foram o não cumprimento das resoluções do estatuto do clube, o não pagamento de impostos e contas não-declaradas.

O afastamento de Syd de Oliveira é temporário, mas o conselho deliberativo do Goiás pretende que o dirigente não retorne ao cargo. Para isso, o grupo irá convocar uma assembleia para o dia 10 de setembro, na qual será pedido o impeachment de Syd.

Dentro de campo, o Goiás jogará nesta quarta-feira com o Atlético-MG, às 21h (de Brasília), no Estádio Serra Dourada. Uma vitória tirará provisoriamente o clube da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

 

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